Mostrando postagens com marcador Imaginação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imaginação. Mostrar todas as postagens

Alguma propaganda

"Era uma vez...

Em um reino - ou melhor, um território dividido em vários feudos - muito, muito distante, acontecia anualmente a recepção de bravos heróis que chegavam de uma longa jornada através de infernos Médios e de diversas provas solitárias de resistência e determinação. Anos de preparação no exílio para, por fim, conseguir alcançar a Holy Land.
Uma vez saudados pelas gerações passadas, estes admiráveis heróis confraternizavam entre si, buscando iguais para compartilhar suas histórias de guerra e interesses há tempos reprimidos.
Um grupo em especial se destacou dentre os outros por ter uma característica evidentemente diferente dos demais: rejeitam a realidade alheia e a substituem pela sua própria. Tal fato é visto por um outsider com estranheza.
Esses estranhos em comum criaram laços. E vêm mostrar por este meio de comunicação quão vasta é a dimensão das probabilidades quando as Realidades importam tanto quanto algo que importa muito, mas muito pouco, mesmo - é sério, de verdade - é bem pouquinho, quase nada."

Cegueira

Sempre que um humano pára para pensar ele tenta abranger todas as possibilidades, todas as conseqüências dos seus atos e dos outros ou, no mínimo, mais ou menos o que se esperar deles.

Tenho plena certeza que isso é algo da qual eles se orgulham, e muito, quando acertam. E vale da mesma forma aos que acreditam nos instintos, sorte, intuição e sentidos extras - não só na razão bruta. É legal para eles sentirem o gosto da vitória sobre o destino, do controle e da pseudo-onisciência, por mais ilusório que seja.
Porém, quando erram é um momento de revelação. E afirmo que é o momento mais lindo de todos. É quando percebem por uma fração de tempo que o improvável acontece. Nesse momento os limites do possível se alargam, tornando-se milhares de vezes maiores do que eles conseguiam perceber. Suas mentes se transformam em algo entre bolinhas de gude e isopor, passando por pasta de dente e talvez um sofá, durante o processo em que compreendem sua inferioridade diante da imensidão das improbabilidades de um universo quase infinito tridimensionalmente. É lindo, bonito mesmo. Mesmo que não se diga isso olhando apenas para a face deles.


O fato é que eles enxergam três dimensões, se movem em quatro (uma delas com direção e sentido naturalmente imutáveis, o Tempo - mas ilusório quanto ao módulo) e tentam pensar em cinco, a dimensão das probabilidades. Só nessa matemática louca já se percebe como é complicado para eles tentarem antecipar as coisas. Eles não são cegos de nascença, mas criam bloqueios logo cedo para não acabarem enlouquecendo (ver infinitos mundos, com infinitos meios de sair de um útero, de diferentes perspectivas tempo-espaciais, assusta qualquer um - daí o choro incessante). Sendo assim, criam limites até certo ponto e dentro desse espaço mental constroem sua projeção de mundo. Cada vez que esses limites são quebradas se dá pelos erros cometidos ao tentar manipular mentalmente as probabilidades fora do seu mundo.

A diferença deles para com os outros animais terrestre é que eles tentam e tentam prever as conseqüências para se sentirem felizes ao final (não pelo prever em si, mas conseguir chegar às possibilidades mais favoráveis). Os demais animais simplesmente o são no presente e ponto. Ou seja, são cegos que saem tropeçando por aí em busca das chaves do carro para darem uma volta, ir ao cinema talvez, enquanto folheiam uma revista de moda ou de design de interiores, segurando velas por estar muito escuro no celeiro. E os demais animais vão andando aproveitando a brisa fresca de uma tarde de domingo no Outono, sem se preocupar se estão vestidos ou não.


Não lembro direito onde queria chegar, mas tem alguma coisa bem legal para se tirar desse texto para compreender e aproveitar da melhor forma possível o seu humano.

Indecisão

Sei bem como deve ser difícil comprar um humano tendo a indecisão de qual escolher... Cada um é tão único, igualzinho a todos os outros.

A imprevisibilidade aparente deles me assustava no começo, parecia não ter limites a improbabilidade de seus atos, porém, depois de um tempo se percebe que só conseguem ser inovadores até certo ponto. A imaginação que lhes dá a auto-intitulação de sapiens é limitada. Não conseguem superar uma barreira da normalidade (por mais que digam serem extravagantes).
Alguns poucos humanos com capacidades de expressão fora da curva conseguiram produzir obras tão distantes do padrão humano que foram considerados gênios. Os meios de expressão variam, mas a capacidade deles era tão fenomenal que podem ser compreendidos por grande parte da população com uma rápida análise, ou apenas pelo sentimento que conseguiram passar inerente a quase todos eles.

Se não tem certeza de qual escolher, aprenda mais sobre eles. Visite esse espaço em constantes de tempo para ver se há informações úteis para auxilia-lo na compra. Infelizmente achar um humano com capacidades tão superiores é difícil para uma empresa pequena como a nossa. Posso fazer sugestões de indivíduos que conheci por aí que de fato surpreendem e se destacam da média, mas ainda assim limitados pelas mesmas dificuldades de todos os outros.